Apesar de negativo, retirada foi bem menor que as registradas em fevereiro de 2015 e 2016. No fim do mês passado, clientes tinham R$ 660 bilhões aplicados na poupança.
Por Alexandro Martello, G1, Brasília
A caderneta de poupança continuou perdendo recursos em fevereiro de 2017, mas num volume bem menor que o registrados no mês nos últimos dois anos.
Segundo informações divulgadas pelo Banco Central nesta segunda-feira (6), as retiradas da poupança superaram os depósitos em R$ 1,67 bilhão em fevereiro. Em fevereiro de 2015 e de 2016, a mais tradicional modalidade de investimentos do país havia perdido, respectivamente, R$ 6,26 bilhões e R$ 6,63 bilhões.
O resultado do mês passado foi o melhor, para meses de fevereiro, desde 2014 – quando a poupança registrou ingresso de R$ 1,85 bilhão.
No acumulado do primeiro bimestre de 2017, a poupança registrou perda de R$ 12,4 bilhões. Em igual período do ano passado, a retirada foi de R$ 18,67 bilhões.
Em todo ano de 2016, R$ 40,7 bilhões deixaram a poupança. O resultado foi o segundo pior da série histórica, que começa em 1995, atrás apenas de 2015, quando saíram da poupança R$ 53,5 bilhões.
A saída de recursos da caderneta de poupança acontece em um momento de baixo nível de atividade econômica, com aumento do desemprego e inadimplência em patamar elevado. Além disso, a poupança também tem registrado baixo rendimento frente a outras aplicações financeiras.
Saldo da poupança
Apesar de os saques terem superado a entrada de recursos, no final de fevereiro o estoque da poupança, ou seja, o volume total aplicado, registrou alta.
No fim de dezembro de 2016, o saldo da poupança estava em R$ 664,9 bilhões. Ao fim de janeiro de 2017, recuou para R$ 658,5 bilhões e, em fevereiro, avançou para R$ 660,65 bilhões.
Isso ocorreu porque a esse estoque é somado o rendimento das cadernetas que, em fevereiro, somou R$ 3,75 bilhões – portanto, superior ao volume de retiradas do mês.
Rendimento
O baixo rendimento da poupança também tem contribuído para as retiradas. Enquanto o rendimento dos fundos de renda fixa sobe junto com a Selic (a taxa básica de juros determinada pelo Banco Central), o das cadernetas fica limitado a 6,17% ao ano mais a variação da Taxa Referencial (TR) quando a Selic está acima de 8,5% ao ano.




